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 Amarelle - Centro

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MensagemAssunto: Amarelle - Centro   Seg Maio 04, 2009 4:41 am

Nas encostas encobertas pela vegetação tropical, repousa a vila de Amarelle. Ela ocupa totalmente o castelo milenar "Eutarion" de arquitetura complexa de linhas retas e funcionais, encontrado à dez gerações pelo primeiro Imperador Branco de Amora . Amarelle significa amarello em comum arcaico e a vila recebeu este nome devido as onipresentes flores desta cor encontradas por toda a cidade. Desde sua descoberta, Amarelle se tornou residência de inverno da família Imperial.

Ao centro, dentro da fortificação antológica, encontram-se as residências imperiais e da corte, o Templo Leal de Koth, as lojas dos principais artesãos e comerciantes, a filial do Teatro de Cedro Imperial, a residência do Alcaide Argos Emberon, a sede da Guarda de Amarelle e os alojamentos de servos em geral.
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Seg Maio 04, 2009 4:35 pm

Rufus havia recebido uma folga de seus afazeres, depois de tanto tempo servindo a igreja, muitos infiéis foram alvejados por sua lâmina, vidas que Rufus não teve um pingo de arrependimento de retirar, afinal todos eram hereges e criminosos, saindo do caminho da deusa, exterminando estas vidas, Rufus sabia que estaria tornando a vida de muitos outros melhores, por isso sua consciencia não pesava, era um mau necessário, em nome da fé e da ordem.
Rufus aproveitou seu tempo parcial de folga (em emergencias ele pode ser convocado a qualquer momento), para encontrar uma esposa para dar sequencia ao clã dos Falque, o rapaz pensava alto e sabia que a Imperatriz branca estava procurando pretendentes, seria uma união perfeita... Mas o homem não tinha certeza se ela havia chegado ou não, então permaneceu seus dias em tavernas prestando a atenção nas notícias do momento, quando ela chegasse com certeza alguem iria comentar isso em lugares como este e ele logo ia tratar de se informar o que deveria fazer.

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 05, 2009 12:47 am

- Hahahahahahaha!!! - a risada histriônica familiar chega aos seus ouvidos - Eles que devem ter medo de "moir", querrrido!

O pescoço do paladino estica-se e seus pêlos se arrepiam. O sotaque forçado lhe é familiar: Elle, a velha meretriz. Seu comportamento violava pelo menos doze parágrafos do "Códice de Alfagenta" (Livro onde contém as práticas e comportamentos aceitáveis e inaceitáveis segundo o "Templo Supremo de Koth") e ele se perguntava o que aquela mulher fazia tão longe de um Campo Moralizador...

- Hahahahahahahaha!!! Ó mulher sem prudência! Como sabeis que esses assassinos tem algum discernimento?! Confiais demais em teu belo rosto!

O barulho de cadeiras arrastando guiam os olhos de Falke instintivamente na direção da cena grotesca: Elle, cercada de bêbados, sacode seus seios indecorosamente!

- Eles me garrrantem, gentil senhor! Hahahhahahaha!!!

As risadas dos pecadores aumentam e a mão de Falke aperta o punho da espada.

- Milorde? - Um rosto familiar... uma jovem serva de sua mãe, que parecia bem desconfortável... - Minha senhora e sua mãe anseiam por sua presença. Como já sabeis, porém ela insistiu em lhe recordar, vossa senhoria recebe visitas hoje à tarde. Ela reforçou que só saísse de sua presença com uma resposta e, se possível, em sua compania.
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 05, 2009 11:36 am

Rufus repousava à paisana naquela taverna, estava vestindo apenas trajes leves, elegantes, porém pouco chamativos, porém o paladino tinha o costume de sempre sair carregando a sua espada larga, nunca se sabia quando um chamado por ordem viria a acontecer.
Degustava uma taça de vinho tinto enquanto mantinha seus ouvidos atentos no ambiente, querendo ouvir conversas sobre a imperatriz branca, mas o seu plano foi frustrado pela maldita prostituta gargalhando sem pudor, logo o arrastar de cadeiras denunciam a sua localização, e Rufus encara aquela situação constrangedora com um olhar irado, apertando um lábio contra o outro, e apertando o cabo da espada com o seu punho forte, querendo saca-la e punir aquele pecadores ali mesmo, mas o homem se controla, afinal ele não era uma mero guardinha e sim o descendente de um clã de heróis, Inquisidor da igreja... Não poderia se reduzir ao nível daquela escória, o que ele iria fazer era denunciar aquela maldita taverna diretamente na igreja, como um antro de libertinagem.
Rufus ouvia sobre assassinos, em uma época em que os hereges da Espiral da Fúria estava matando sem pudor, aquilo poderia vir a ser uma informação relevante, mas o paladino não acreditou que uma facção religiosa, mesmo sendo a Espiral da Fúria, iria se mancumunar com uma mulher daquele escalão, mas para garantir iria avisar ao investigadores da igreja sobre o que a mulher estava comentando, para a sua face já ser conhecida por Rufus, essa mulher deveria ser fácil de se encontrar.
Logo Rufus tomou o último gole de seu vinho, e já se preparava para retirar-se daquele local pecaminoso, quando se deparou com uma jovem serva de sua mãe, Rufus encarou-a altivamente e respondeu:

- Sim, recordo-me de minhas obrigações, e assim como sempre irei cumpri-las.

Rufus se dirige para a porta da taverna, depois de uns 4 passos, ele para e olha para trás por cima do ombro, na direção da serva e diz severamente:

- Deves presar pela sua moral, vejo isto em sua face, agora vamos nos retirar deste local pecaminoso!

Rufus elevou seu tom de voz no final de sua frase, com intenção que realmente ouvissem sobre sua indignação para com aquele local

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Qua Maio 06, 2009 1:20 pm

Prostitutas e bêbados param com sua baderna ao ouvir sua última frase. Mulheres se ajeitam, homens limpam suas bocam com as mangas encardidas. Mas, depois que Rufus dá alguns passos depois da saída, a volúpia parece continuar...

A serva segue a dois passos atrás de você com a face inclinada para baixo. O caminho é cheio de lojas, estalagens e nobres bem apessoados. Tudo parece em ordem, a não ser pelo movimento adicional de carruagens, cochês e cavaleiros atípico até para esta época do ano. Na praã principal o Templo Leal de Koth pode ser visto. Suas paredes de pedra cinza claro resplandecem em sua glória. Mulheres e cavaleiros, servos e nobres entram e saem de seus portões de cedro enegrecido. Seguindo pela rua principal à direita da Fonte da Aliança está a mansão dos Falke. Apenas a casa do alcaide, onde se hospeda a Imperatriz Branca, pode se equiparar a sua opulência. Trinta aposentos onde trabalham diariamente quarenta e dois servos, um estábulo com doze cavalos, uma capela e latrinas internas.

Dentro no Salão de entrada já pode ser notado o retorno de sua mãe à cidade... tudo estava redecorado. Os corredores ainda estavam sendo pintados com afrescos e tiveram que atravessar os aposentos dos serviçais devido ao cheio forte. Na cozinha, dezenas de codornas, gansos e outras aves estavam dependuradas pelos pescoços enquanto dezenas de serviçais trabalhavam a todo o vapor! Passando pelo átrio leste, viu de relance que alguns convidados tomavam xerez na biblioteca, porém sua mãe estava em seus aposentos particulares.

Ao ser anunciado, entrou e viu sua mãe colocando uma enorme peruca com a ajuda de duas servas. Suas roupas azul claro, cheio de rococós eram de um modelo extravagante que nunca tinha visto antes. Provavelmente ela tenha desenhado. Seu olhar imperativo e sua sombrancelha sempre arqueada ainda lhe impunham uma imagem dominadora. Meses haviam se passado, sentira saudades algumas vezes... mas neste momento parece que tudo aquilo foi tolice.

- Sente-se - ela diz imperiosamente enquanto se arruma- não tenho tempo para conversas vazias. Seu pai não virá. Parece que a guerra continua sendo mais importante que o bem estar de sua família e tenho que manter nossa posição sozinha - ela te olha num relance de doçura - Fico feliz em revê-lo querido... - mas logo retoma sua expressão imperiosa - Sabe que A Imperatriz Branca está para se casar e você é um dos pretendentes levados em conta. Agradeça-me depois, Rufus. Seus rivais são Leonard Braveheart, sobrinho de Theodore Braveheart o líder da ordem dos Cavaleiros de Koth. Estou hospedando sua mãe e irmã em nossa casa, quero mantê-las sob vigilância. Tome cuidado com Débora (a Mãe), ela tentará atrasá-lo de alguma forma. Leonard está atrasado e terá dois dias com a Imperatriz, vista a armadura de honra. Os Braveheart são uma boa família, porém depois do escândalo envolvendo a pirata de Athos e Lord Cedrick (o líder da ordem... você desconhece qualquer escândalo), enfim o que importa é que eles me devem um favor. Leonard está fora da disputa. Seu real rival é Alfante Maywether, o Barão de Kalinor. Ele tem um dos maiores exércitos de Amora, como sabe, e eles estão numa posição estratégica com relação as províncias insurgentes do Norte. Porém se unir a um cavaleiro proeminente da Ordem dos Guerreiros de Koth significa ter o apoio do exército mais bem treinado do Império. Use isso. Porém, mostrar sua eficiência é primordial para impressionar os conselheiros de Mia (Mia Analenor, o nome da Imperatriz Branca)... entende porque seria bom derrotar estes assassinos, Rufus?

OFF: Não revisei...
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Qui Maio 07, 2009 6:59 pm

Rufus presencia com gosto o respeito que aqueles patifes tinham com a presença de uma autoridade da igreja, mas aquilo não era o suficiente para endireita-los, o grupo teria que ser muito aumentado para abrangir todas as áreas e manter a ordem a todo momento.
O paladino foi caminhando pela cidade, observando seu estado que estava de longe fora da rotina, aquele lugar estava cheio e do contrário que esperava, tudo estava em ordem, parece que a igreja estava conseguindo manter as rédeas da situação, se não fosse esta onda de assassinatos em nome de uma religião pagã tudo estaria em mil maravilhas.
Ao passar pelo templo de Koth, o paladino faz o correspondente sinal religioso em respeito ao templo e observa inquisidoramente sua serva para ver se ela demonstrava o mesmo respeito. Logo após chega à mansão dos Falque, aquele lugar era digno da grandiosidade que o clã construiu através das gerações, mas ele ainda poderia evoluir mais, justamente com a sua união com a imperatriz branca.
Ao entrar no salão, logo constata o sinal do retorno de sua mãe, as coisas todas redecoradas, ela realmente tinha apego às mudanças de visual, o que não agradava muito a Rufus que presava mais pela manutenção de aparencias antigas.
Passando por serviçais em seu caminho, ele apenas os saúda com um breve gesto de positivo com a cabeça, menos quando via algum agindo como um mandrião, estes ele logo mandava retornar ao trabalho com o vigor necessário à situação.
Ao ser anunciado e entrar nos aposentos de sua mãe, ele faz uma reverencia curta e diz respeitosamente:

- Bom dia, minha mãe

Logo ele obedece a instrução dela e senta-se em uma cadeira em postura ereta, observava bem aquele rosto que não via já a algum tempo, sentiu saudades, mas ela era uma figura que o incomodava, a começar por aquelas roupas extravagantes que ela mesma criava, mas ele conseguia se lembrar de algo que admirava nela: seu apreço pela família
Rufus ouve atento toda a fala de sua mãe, com uma expressão altiva, como sempre, e logo responde após um pigarro:

- Papai tem uma missão mamãe, e envolve muito mais pessoas do que apenas nossa família, sei que sentes falta dele, mas eu fico feliz em saber as histórias de seus feitos que circulam pelo mundo através das canções dos bardos, isto me preenche de orgulho.
A senhora continua afiada, possuo grande interesse em uma união com a imperatriz branca, isto dará mais força ainda ao nome de nosso clã, porém vejo que tenho um oponente forte. Não imaginei que Alfante fosse concorrer comigo, o líder de um exército tão grande não pode ser subestimado.
Eu estaria plenamente confiante, não fosse a recente mancha na história de nosso clã, a senhora sabe de quem estou falando. Para compensar isto, entendo que terei que trazer mais glórias ainda ao nosso clã, pondo um basta nesta maldita seita que está nos assolando.


Rufus encarava sua mãe nos olhos a todo momento e finaliza:

- Obrigado mamãe, as informações que me passou são extremamente úteis

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Qui Maio 07, 2009 11:41 pm

- Fale com o Alcaide que deseja investigar os crimes antes que Braveheart ou Maywether o faça. E seja rápido.

Ela apronta-se, e sai do quarto fazendo sinal para seguí-la.

- E vista o que lhe comprei na capital. Suas roupas estão fora de moda. E desta vez Koth não será desculpa para se vestir como um camponês, Rufus. O jantar será às 19h.
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Sab Maio 09, 2009 2:27 pm

Rufus faz um semblante de irritação, e logo retruca, mas ainda com o tom de voz respeitoso:

- Perdoe-me mamãe, mas não precisa comprar roupas para mim, sabes que temos gostos diferentes quanto a isto...

O Paladino olha de cima em baixo aquele vestido extravagante que ela usava, e já imaginava o quão estranho seria a roupa que ela comprara.
Rufus segue sua mãe até a porta de saída do quarto e diz:

- Ainda desejas algo mamãe? Pretendo comunicar o Alcaide desde já

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Qui Maio 21, 2009 1:12 am

Ela parece refletir brevemente sobre sua reação, com o dedo apoiado na face ainda viçosa e olhando-o de cima a baixo ela responde:

- Sim querido, quero que pare de resmungar e siga o conselho de sua mãe.- ela olha em seus olhos e diz - Toda mulher precisa de um homem em quem se apoiar. Um homem que possa provê-la, protegê-la... nenhuma mulher de posição se sentiria segura ao lado de um homem que não pode acompanhar a mudança com segurança, solidez. Mostre a Imperatriz que não será ofuscado por sua luz. Entende? Agora vá, querido...

Ela toca em seu ombro e adentra na sala onde estão seus convidados de braços abertos. Você ainda pode escutar sua voz vivaz:

- Meus queridos! Espero que não tenham se enfadado por meu pequeno atraso... O que acham de jogarmos um pouco de gamão?...
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Qui Maio 21, 2009 11:49 am

Rufus retruca encarando firmemente sua mãe, com um tom de voz seguro e decidido:

- Concordo em parte com a sua opinião, mas com todo respeito minha mãe, o meu método de apoiar alguem não envolve os meus trajes

Quando ela entra na sala dos convidados, Rufus aparece brevemente na porta e comprimenta-os com um "Bom Dia" de um modo sério. Ele então se dirige ao seu quarto, onde guardava a sua armadura prateada, repleta de símbolos de Koth, ele logo veste-a, prende a bainha de sua Espada larga nas costas, a bainha de sua espada longa em seu cinto, e coloca seus escudo de metal abaixo da bainha da larga. O paladino vai até o espelho, pensando no que sua mãe falou, mas ao ver sua imagem refletida confirmou que ele não precisava de roupas extravagantes para ser belo, Koth já havia abençoado-o com isso de nascença.
Rufus pega um cavalo no estábulo, e se dirige até a catedral de Koth, iria fazer um relatório sobre a levianidade que estava ocorrendo na taverna em que estava e encaminha-lo aos seus superiores, iria tambem reportar seu interesse de investigar os assassinatos que estavam ocorrendo, e pediu ajuda de investigadores para isso.
Após sua passada na catedral, o paladino se dirige até o centro da cidade, iria falar com o Alcaide sobre o seu interesse na investigação dos assassinatos.

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Sex Maio 22, 2009 1:22 am

Ignorado pelos amigos de sua mãe, Rufus segue para seus aposentos. Sua mãe tinha o poder de influenciar as pessoas e, mesmo sabendo dessa capacidade nata às mulheres da corte, não pôde deixar de refletir nas palavras de sua mãe. Os nobres na sala mal notaram sua presença diante do magnetismo pessoal da resplandescente matriarca.

Porém, cada um tem seu espaço por excelência. Reverenciado pelas ruas da cidade, Rufus seguiu para a catedral da Ordem. Ele é uma personalidade local, isso não havia dúvidas! Ele poderia escolher qualquer uma das jovens mulheres de Amarelle. Senhores o comprimentavam com pompa, mulheres o apontavam entre risadas tímidas e feições ruborizadas, crianças brigavam para interpretá-lo em suas brincadeiras... Será que precisa de mais? Não poderia honradamente servir a Koth em qualquer lugar? Porém, o Império estava em comflito. O último Imperador enfraqueceu a relação com a adoração verdadeira permitindo que facções impuras manchacem o terrítório com suas presenças degradantes. Uma guerra com os separatistas do Norte era iminente e só Koth poderá manter o poder do maior Império de homens no continente. Porém... será que ele devia assumir tamanha responsabilidade?

Suas angústias desaparecem ao entrar na catedral e sentir em sua pele clara o tode acolhedor das luzes coloridas pelos vitrais centenários. A licenciosidade, a temperatura amena, as estátuas de Koth, o cheiro adocicado do incenso... faziam com que Rufus sentisse toda a segurança de sua fé. Ali ele sentia o poder de sua deusa e de sua verdade.

No átrio santíssimo, onde teve um breve encontro com Benício Vatasena (o Sacerdote Maior de sua diocese), recebeu a bênção da igreja e sentiu-se feliz e útil. As palavras do sacerdote ecoavem em seus pensamentos:

- Abençoados sejamos nós, filho dos Falque, pois com sua presença podemos nos certificar que as leis puras serão protegidas. Tem o apoio desta (Igreja) em sua investigação e minha bênção.

O presente em suas mãos fazia seu coração arder. (Off: Anote em sua ficha uma poção com bênção conjurada por um clérigo de 5º nível)

Na casa do Alcaide, foi recebido com educação. Um servo bem vestido o acompanhou até uma antesala para esperar pelo alcaide. Diante da grande porta de madeira que separava o Paladino do escritório do nobre e o frio silencioso da sala o deixava apreensivo quando...

- Sei que terá êxito, senhor Alfante. Sinto-me grato por sua proposta e ficarei feliz em enforcar este assassino! disse o regente enquanto saia da sala com a comitiva.

O Alcaide parecia excitado com a presença do grande general. Alfante é um homem alto, os cabelos compridos e loiros, o porte era invejável, os gestos eram vigorosos e seguros. Aparentava ter cerca de 40 anos.

- Benventurados sejam seus passos Regente de Amarelle. - Disse Alfante saindo da sala sem olhar para os lados seguido de duas mulheres armadas com alabardas.

A voz de Alfante continha uma liderança inegável. Tudo em sua aparência exalava poder. E ele aparentemente nem notou sua presença...
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Sex Maio 22, 2009 11:25 am

Rufus começava a se ressentir da nobreza, um bando de fúteis que não faziam nada de mais útil do que simplesmente jogar gamão, cada vez mais ia tendo dúvidas se queria mesmo participar deste mundo: Falsidade, hipocrisia e futilidade... O mais considerado era o que usava roupas mais escandalosas e não quem fazia algo de realmente útil para a sociedade.
Caminhando pela rua, o paladino foi sentindo a verdadeira retribuição de seus feitos: o povo. Que simplesmente adoravam ele, desde as crianças querendo ser Rufus Falque nas brincadeiras, até os velhinhos que o cumprimentavam pelos seus feitos, era ali que realmente existia o calor dos sentimentos, e não aquele frio de cortar a pele na presença dos nobres. O homem não pode deixar de notar algumas belas jovens de Amarelle, poderia ter a que quisesse, mas aquilo não traria glória à sua família que já havia sofrido uma vergonha tão grande. A mente do jovem estava confusa, será que ter uma mulher como a Imperatriz branca ao seu lado o faria sentir completo?
No templo de Koth que o paladino confortou-se de todas as suas dúvidas, aquele lugar era o mais perto que se sentia de sua deusa, era o seu porto seguro, muito mais do que sua casa. Foi dali que ele saiu tendo certeza de sua missão, não estava ali para criar uma reputação na nobreza, e sim para ser um instrumento de Koth para a reestruturação daquele mundo. Iria tentar sim uma corte à imperatriz, afinal isso não poderia deixar de trazer bons frutos, mas não faria esforços alem do devido e nem frustrar-se por uma falha, estava tudo nas mãos de sua deusa, e que a vontade dela fosse feita.
Rufus então chegou na casa do Alcaide, e pos-se a esperar para ser atendido, foi quando ouviu um trecho de conversa entre Alfante e o Alcaide, parecia que ele já havia chegado na sua frente, um sinal de Koth para recuar? Não, já estava li, e deveria falar com ele. O paladino se levantou e tambem não encarou Alfante, pois percebera logo de inicio o seu deprezo, e tudo o que ele iria fazer era retribuir, o paladino caminha até perto do Alcaide e diz:

- Boa tarde, regente de Amarelle, venho aqui para uma conversa. Será que posso ter uns minutos de vossa atenção?

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Seg Maio 25, 2009 12:17 am

O Lorde Nórdico deixa a ante-sala da opulenta mansão do Nobre. Lorde Argos Emberon era primo em segundo grau da Imperatriz Branca... apenas isso. Nenhum feito, fortuna ou virtude que o destacasse. Egresso da capital, recebeu o posto de Alcaide pela proeminência de seu sangue. Até hoje se pergunta se o posto não foi dado a ele por medo da nobreza da capital de que Amarelle cresça exageradamente. Ele talvez seja o pior dos administradores de todo o Império! Sua idéia de revitalização arquitetônica foi um fiasco anos atrás. Em vinte anos nunca conseguiu instituir uma guarda decente e falar em exército seria uma piada! Sua esposa e filhos viviam quase todo o ano na capital de Amora em clara demonstração de desunião familiar. Vivia endividando a província e até os recitais que promovia eram enfadonhos e vazios! A imagem do fracasso responde nitidamente incomodado por sua presença:

- Evidentemente Milorde... adentremos em meu escritório e aproveitemos o ensejo para atualizarmos nosso conhecimento um do outro. - Ele vira-se rapidamente e entra no escritório. - Em que posso lhe ser útil, meu rapaz?
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Seg Maio 25, 2009 12:13 pm

Rufus encarou aquele Alcaide de um modo altivo, seu desprezo era grande, não achava que um trabalho que envolvesse a vida de tantas pessoas devesse ser executada por uma pessoa incompetente e provavelmente corrupta como ele, muitas vezes já pensara em fazer algo para tirar este homem do poder, mas ele não exercia de poder político nenhum e tinha pouca ou nenhuma influencia sobre a nobreza, mas estas coisas não estão nos planos do paladino de adquirir, enquanto puder punir os profanos, estaria satisfeito.
Já dentro do escritório daquele homem, Rufus permanece de pé, perante a ele, e sem mais delongas ele diz, para que o contato com um homem que não gostasse não fosse longe demais:

- Irei direto ao ponto meu caro, vim comunicar-lhe que liderarei um grupo da santa igreja de Koth para investigar os recentes assassinatos que correm livremente por nossa cidade. Já que observei com muito pesar que a guarda local não está chegando a lugar algum.

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 26, 2009 6:43 am

Argos olha para você e coloca a mão no queixo pensativamente. Ele parece analizar seu comportamento... talvez suas motivações. Ele apenas o observa por alguns segundos. Você sempre se sentiu mais confortável conversando com uma espada em punhos. Por motivos óbvios, as pessoas sempre te deram mais ouvidos desta forma. Deixava que jogos de salão ficassem por conta de sua mãe. Até porque se alguma gafe fosse cometida, sua reputação sempre era suficiente para pequenas indulgências. Mas este silêncio por algum motivo o deixava embaraçado.

- É uma acusação grave, Milorde. Devo crer que representa o Templo Leal de Koth ao aclamar minha incompetência com tanta veemência. Não iria adentrar em minha sala para tamanha meninice, não é? - Ele responde.

Uma raposa velha, mesmo que manca, continua uma raposa.
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 26, 2009 1:42 pm

Rufus ergue uma de suas sombrancelhas e diz tentando demonstrar relaxamento ao invés do embaraçamento que sentia, tentava se convencer de que havia dito o que realmente pensava, isso era uma virtude se não fosse exageramente explorada, ele cruza os braços e diz, ainda com o tom de voz firme:

- A igreja não tem nada a ver com as minhas opiniões, que isto fique bem claro, meu caro. Não é de meu feitio esconder os meus reais pensamentos sobre os fatos, e de fato me incomoda gravemente o modo como nada está sendo feito, mas como sou mais um homem de trabalhar para a correção do que ficar reclamando a esmo dos erros, estou aqui comunicando que irei investigar este caso. Seria aceitável contar com sua ajuda, isso é, se desejas realmente que vosso nome seja citado quando os culpados forem pegos

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 26, 2009 3:43 pm

- Hãm! - Emberon responde preguiçosamente. - Quanta sorte tenho esta manhã... Primeiro Alfante propõe ajuda e agora tenho nosso herói local disposto a "mostrar serviço". Não acredito que tenha um contingente próprio como o Barão, certo? - Ele o observa com desdém e continua sem permitir respostas. - Como pensava. O que fazer senão agradecer e colocar nosso contingente à disposição. Procure Gwinevere, a encarregada do posto da guarda de número quatro. Infelizmente todo nosso contingente está sendo usado nas patrulhas, mas creio que ela será solícita ao apresentar esta ordem.

Emberon escreve displicentemente num papel, o sela com o sinete e o entrega. Sua disposição em ajudá-lo foi incomum. Ajudar ambos, você se lembra... até porque aceitar ajuda externa é atestar a incompetência da guarda. Passou por um instante em sua mente o pensamente de que talvez... e só talvez... estivesse sendo subestimado pelo Alcaide. Mas, era uma personalidade cheia de virtudes. Qualquer um em qualquer posição sentiria-se afortunado por ter o auxílio de Rufus Falque!

O Quarto Posto da Guarda ficava no Distrito do alto... Você lembrava vagamente dele. Uma vez recebeu orientação de Gwinevere, uma guerreira de talento mesmo que de sangue pobre e sem linhagem. Até onde se lembra, ninguém da guarda conhece tão bem o Distrito do Alto quanto ela.
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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 26, 2009 4:20 pm

Rufus encara o Alcaíde com um desdém recíproco, aquele homem era simplesmente detestável, sabia que estava sumariamente errado e mesmo assim insistia em fazer pose de todo poderoso, o paladino desejava intimamente poder punir pessoalmente aquele homem, mas por falta de provas, nada poderia ser feito... Pelo menos por enquanto.
Quando ele resolve entregar o papel do qual escrevera displicentemente, o paladino o pega, com a mesma displicencia e o coloca dentro de sua bolsa no cinto, dizendo com um sarcásmo apurado:

- A sua "boa vontade" será mencionada nos meus relatos, meu caro. Passar bem.

O Paladino sabia que provavelmente haveria uma chacota naquela carta, pensaria bem antes de entrega-la à Gwinevere, tentaria se lembrar da índole desta mulher durante o seu caminho ao posto, lembranças de uma índole não muito agradável faria com que ele desviasse seu caminho até a taverna onde esteve naquele dia, na busca daquela mulher detestável que parecia saber de alguma coisa.

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MensagemAssunto: Re: Amarelle - Centro   Ter Maio 26, 2009 10:01 pm

(OFF: Para o Distrito do Alto Falk!)
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